O fim da Comunicação puramente Interna

A Comunicação Interna acabou. Chame agora de Comunicação com os Empregados ou até, quem sabe, Comunicação com os Clientes Internos. A palavra Interna não cabe mais. Afinal, como chegar até aquele empregado que está em Home Office, ou em Lay Off ou que faz parte do Programa de Proteção ao Emprego (medidas de flexibilização de produção, nas quais o empregado pode ficar até cinco meses fora do posto de trabalho ou ter uma semana de quatro dias, respectivamente), principalmente no ambiente industrial? Como chegar até eles se não estão mais dentro da empresa? Mudando a perspectiva… Como transmitir via e-mail por exemplo algo de uso apenas interno da empresa e ter a certeza que aquela informação ficará dentro dos muros da companhia?

A Comunicação “Interna” enfrenta agora algumas de suas maiores provações

Uma delas é a necessidade de aumentar a velocidade na informação e ao mesmo tempo ter cuidados com as notícias de uso interno (outro conceito que também já acabou…). O boca a boca na fábrica, chamado de Rádio Peão no passado, agora se transformou em redes de WhatsApp. Num clique todos estão sabendo, inclusive quem não é funcionário. A fofoca (que vai desde a especulação até a notícia real) está na velocidade da internet. Também num clique a informação oficial, porém, puramente de uso interno, que chega por e-mail aos empregados pode sair dos muros da empresa e se transformar em pública. Notícias “internas” sobre a situação da companhia, necessidades de cortes e queda de receita por causa do cenário econômico podem perfeitamente estar nos jornais de amanhã ou portais de notícias e nas mãos da concorrência na mesma hora.

 Isso gera inquietação nas empresas, muitas delas ainda usuárias de tradicionais meios de comunicação interna. Os desafios mais claros são com a Confidencialidade, Velocidade, Atratividade e o Alcance das mensagens que se quer transmitir. Do ponto de vista da Confidencialidade a sugestão (de forma a reduzir os riscos) é deixar claro o aspecto estratégico daquela informação e optar por transmiti-la por meio de monitores (TVs) nos locais de trabalho ou por diálogos com os empregados, criando assim mais comprometimento com as informações mais voltadas ao uso interno.

Já dos pontos de vista de Velocidade e Atratividade, principalmente para as indústrias que têm muita gente no chão de fábrica sem acesso a um computador, o desafio é o de encontrar novas ferramentas que possam ser mais ágeis que os jornais impressos ou quadros de avisos, sem onerar a mudança, ainda mais em tempos de fragilidade econômica. A digitalização, seja com a instalação de monitores eletrônicos ou totens pelas unidades fabris, chama mais atenção e é mais eficiente, mas custa caro. Paga-se com o tempo, mas há o desembolso imediato.

No Alcance, algumas empresas já têm em seu negócio empregados que trabalham externamente, visitando clientes, em Home Office etc. Porém, até empresas com instalações fabris também viram os seus colaboradores fora da empresa por causa de medidas trabalhistas como Lay Off e Programa de Proteção ao Emprego (PPE), com a implementação de uma semana de quatro dias. Nesses casos uma extranet e aplicativo para smartphones são algumas das ferramentas mais indicadas.

 O engajamento do colaborador e o sentimento de pertencimento passa por uma comunicação em primeira mão sobre os fatos da companhia. Não dá para chegar em casa e seu cunhado comentar a campanha publicitária do novo produto de sua empresa que você ainda nem viu… Colaboradores têm que ser tratados como clientes. Os primeiros clientes. Transformá-los em advogados e defensores da marca é o desafio de toda empresa.

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